5º Salão Wimóveis cumpre seu papel de impulsionar o mercado imobiliário do DF e traz uma clara e atualizada radiografia das preferências do consumidor

O Salão Wimóveis, ao longo de suas cinco edições, se tornou um referencial de como anda o mercado imobiliário do Distrito Federal, ao proporcionar que todas as pontas do segmento se encontrem em um evento que modificou e criou novos paradigmas.

Neste ano, por exemplo, as inovações tecnológicas trazidas à baila nesta versão do Salão criaram um novo patamar de mensuração dos negócios realizados durante o evento, bem como uma radiografia precisa do interesse e dos anseios dos consumidores de imóveis.

Ao contrário dos anos anteriores, o 5º Salão Wimóveis privilegiou a contagem dos visitantes, acompanhantes e investidores que, realmente, vieram em busca de prospecção e realização de negócios.

Ficaram de fora da base estatística do evento os corretores de imóveis, expositores e prestadores de serviços que sugeriam uma margem de público inflada e não comprometida com os reais interesses do Salão, que é a transação de unidades habitacionais e comerciais.

Assim, esta edição trouxe uma amostragem muito mais efetiva do público que realmente veio em busca de um bom negócio. Para se ter uma ideia, até o sábado, dia 27, quarto dia do Salão, passaram pelos leitores óticos do evento 22 mil visitantes. No total, nos cinco dias de evento, foram computados 26 mil visitantes.

Além disso, uma pesquisa realizada pelo Portal Wimóveis, com base em mais de 2,7 mil cadastros computados antes da realização do Salão, conseguiu traçar um panorama bastante esclarecedor das preferências do consumidor de imóveis do Distrito Federal que acorreu ao Salão em busca de realizar o sonho da casa própria.

Para Marcelo Ramos, diretor comercial do Portal Wimóveis e um dos organizadores do Salão, os dados coletados antes, durante e após o evento permitirão balizar com mais segurança e eficiência as transações imobiliárias realizadas dentro do DF.

"Temos a absoluta certeza de que esta nova fase do Salão, em tornar transparente para o mercado e consumidores os resultados obtidos pelo evento, conjuntamente com dados de entidades de classe e também do meio acadêmico, proporcionará uma nova fase de crescimento e solidificação dos valores que norteiam o segmento no DF. Estamos dando um primeiro passo significativo para que nossa atividade seja cada vez mais respeitada e reconhecida como essencial para o desenvolvimento econômico e social do DF", afirmou Ramos.

Augusto Abdala, diretor de tecnologia do portal Wimóveis, lembrou que ano após ano a empresa investe em pesquisas e novas tecnologias, para que as negociações no Salão acompanhem a evolução do mercado. "O sucesso, a segurança e a transparência do Salão podem ser atestadas edição após edição pelo retorno que recebemos, seja pelas críticas, pela cobertura da imprensa, e, principalmente, pela presença do público", afirmou.

Valores e desempenhos

Ao fim dos cinco dias de evento, e de posse dos questionários respondidos pelas empresas participantes, foram comercializadas 494 unidades, perfazendo um total de R$ 164 milhões em valores de venda. Até dezembro de 2010, período conhecido como pós-salão, estes números devem ser acrescidos de mais 903 unidades, perfazendo um total de mais R$ 283,4 milhões.

Assim, juntando o resultado das vendas realizadas durante o evento com as vendas projetadas até o final do ano, teremos um total de 1.397 unidades vendidas e um Volume Geral de Vendas (VGV) de R$ 447,5 milhões.

"As metas do 5° Salão Wimóveis foram totalmente superadas", afirma Marcelo Ramos. Para ele, tanto os consumidores quanto as empresas participantes saíram muito satisfeitas com o desempenho do Salão.

No geral, as empresas tiveram um desempenho muito bom durante os cinco dias de Salão. Todavia, algumas em especial se destacaram em função da boa aceitação do público em relação aos produtos oferecidos.

A OAS/Faenge estreou nos Salões Wimóveis com 1300 Visitas, 150 unidades vendidas, representando um valor de R$ 30 milhões em vendas, nos cinco dias do evento. A previsão até Dez/10 é de fechamento de mais 160 unidades e R$ 35 milhões em vendas, totalizando R$ 65 milhões entre vendidos e previsão de fechamento.

Outra estreante, a Coelho da Fonseca, recebeu 1300 visitas, 63 unidades vendidas e R$ 38 milhões em vendas, nos cinco dias do evento. A Lopes Royal, maior imobiliária do DF, recebeu 4800 visitas, 55 unidades vendidas, representando um valor de R$ 25 milhões em vendas, nos cinco dias do evento. A previsão até Dez/10 é de fechar mais 325 unidades e R$ 100 milhões em vendas, totalizando R$125 milhões entre vendidos e previsão de fechamento.

A MGarzon/Eugênio recebeu 600 visitas e teve 90 unidades comercializadas, totalizando R$ 22,5 milhões em vendas nos cinco dias. A previsão até Dez/10 é de fechar mais 40 unidades e R$ 10,2 milhões, totalizando R$32,7 milhões entre vendidos e previsão de fechamento.

Em relação às instituições bancárias presentes no Salão, os resultados também foram bastante animadores. O Banco do Brasil e o Banco de Brasília atenderam ao longo dos cinco dias mais de cinco mil pessoas. A média das simulações de financiamento de imóveis chegou a R$250 mil e as cartas de créditos a R$200 mil, totalizando mais de R$ 1 bilhão em sinalizações de crédito imobiliário, sendo a previsão de fechamento de R$300 milhões até Dez/10.

Reconhecimento

Mais uma vez, o salão Wimóveis recebeu um significativo reconhecimento por parte do público, das empresas e das entidades do mercado. Para Marcelo Ramos, diretor comercial do Portal Wimóveis e um dos organizadores do Salão, esta expectativa positiva do mercado, dos profissionais e dos consumidores é que garante o alto grau de eficiência e de profissionalismo do evento.

"Historicamente, antes dos Salões WImoveis, a segunda quinzena do mês de novembro era quanda as vendas de imóvies começavam a cair, principalmente em função da cultura de, em se tratando de fim de ano, se privilegiar outros investimentos como viagens de férias e compras natalinas supérfluas, por exemplo".

Sandra Moll, comerciante e moradora do Lago Sul, comprou uma unidade no Smart Mall, lançamento da OAS/Faenge em Águas Claras. "Esse foi um dos primeiros stands que eu visitei e já comprei o meu imóvel, fiquei muito satisfeita com a minha compra. Achei o Salão Wimóveis ótimo e com uma estrutura maravilhosa", afirmou.

Já Maurício Baeta, administrador, e Odete Gonçalves, fisioterapeuta, adquiriram imóvel no Vista/Park Sul. "A facilidade de encontrar tudo no mesmo lugar faz a gente economizar tempo. O Wimóveis é excelente, a visibilidade é ótima, além do Portal já ser conhecido nacionalmente, o que facilita na procura dos imóveis. Toda a estrutura do Salão está muito bem feita", completou Baeta.

Dados

O cadastro, bem como as pesquisas realizadas pelo Grupo Wimóveis, tanto durante a preparação do Salão, quanto em sua avaliação final, vão permitir que o mercado disponha de maiores e melhores informações sobre o consumidor de imóveis no DF.

Por esta amostragem oriunda do cadastro prévio, podemos constatar que 55% dos consumidores de imóveis são homens e 45% mulheres. Neste universo, 50% têm entre 25 e 35 anos; 25% entre 36 e 45 anos; e 12% possuem entre 46 e 55 anos.

Este público diversificado, ainda segundo os dados obtidos pelo cadastro, demonstrou um traço em comum, a grande vontade de adquirir o seu imóvel no menor espaço de tempo. Cerca de 23% dos que preencheram o cadastro informaram que pretendem adquirir um imóvel no prazo de três meses.

Outros 21%, afirmaram que preferem adquirir o bem em torno de seis meses, 6% em torno de nove meses e 18% programaram sua compra para o prazo de um ano. Mas, o que mais chamou a atenção foi que 29% declararam a intenção de compra de forma imediata.

Uma vez definida a opção pela compra, o cadastro também identificou as principais preferências relacionadas a situação do imóvel, bem como sua localização. Segundo os dados coletados, 60% dos consumidores pesquisados fez a opção preferencial pela aquisição de um imóvel pronto, contra 29% que opta pela aquisição de um imóvel na planta.

Estas informações demonstram, de forma cabal, uma sensação que há muito é constatada pelos agentes do mercado, ou seja, de que a velocidade de venda e disposição para o ato de investir dos consumidores vem cada vez mais se tornando realidade.

Outro fator que chama bastante atenção é a ainda maciça preferência (67%) por imóveis localizados no Plano Piloto, a despeito da escassa oferta de unidades disponíveis, situação que pode ser minorada com a efetiva implantação do Setor Noroeste, última área disponível na região.

O segundo alvo dos compradores, com 12% de preferência, é Águas Claras, que, ostentando o posto de maior canteiro de obras da América Latina, ainda oferece oportunidades de bom investimento aliado a um excelente retorno.

Este é um movimento bastante interessante, uma vez que a falta de espaços no Plano Piloto acaba, de forma direta, estimulando o crescimento e valorização de cidades como Guará, Ceilândia e Samambaia.

Variação de preços

Uma das maiores curiosidades do mercado referente ao que os consumidores desejam pagar por um imóvel também é esclarecida pela pesquisa da Wimóveis. Pelos dados coletados, 23% dos consumidores desejam pagar entre R$ 160 mil e R$ 220 mil por um imóvel novo.

Já 21% dos consumidores consultados pretendem desembolsar entre R$ 220 mil e R$ 360 mil; 13% optam por um imóvel entre R$ 360 mil e R$ 500 mil; e uma estreita faixa de 9% de consumidores vai investir em imóveis na faixa compreendida entre R$ 500 mil e R$ 1 milhão.

Já nas faixas atendidas pelo programa "Minha Casa, Minha Vida", dentro do ambiente do Salão, a procura se torna mais modesta. Dentre as respostas obtidas via cadastro, 2,5% afirmaram procurar um imóvel de até R$ 60 mil. Já 13% afirmaram buscar imóveis entre R$ 60 mil e R$ 120 mil, teto de financiamento do programa.

E todo este público ávido por consumir imóveis demonstrou preferência pelo financiamento direto com os bancos, opção apontada como preferencial por 57% dos entrevistados. Já 18% declararam optar pelo financiamento direto com a construtora do empreendimento.

Finalmente, o cadastro também reafirmou a notória preferência dos consumidores candangos pelo investimento em apartamentos. Este tipo de unidade é o preferido por 74% dos consumidores. As casas respondem pela preferência de 16% dos investidores. Outros 10% optam pelos investimentos em terrenos, lotes e projeções.

O desejo e a realidade

Outra óbvia constatação é o confronto, da grande maioria do público, entre o desejo dos consumidores de morarem no Plano Piloto, Brasília, e a sua incompatível condição real de compra para esta região. Daí o grande sucesso de vendas dos imóveis localizados nas demais regiões administrativas do DF, como Águas Claras, Guará e Taguatinga, que atendem às condições financeiras dos consumidores e à tipologia do imóvel desejado.

Nestes locais, os imóveis saem das tradicionais superquadras para os condomínios fechados com infraestrutura de verdadeiros clubes-resorts, trazendo segurança e qualidade de vida antes inimagináveis no DF.